Conhecer e usar os seus direitos. Se não conhecer os seus direitos, o nosso pessoal ajudá-lo-á a conhece-e-los e a usá-los.
2) Ser tratado sem discriminação de qualquer natureza.
3) Conhecer o nome e a posição dos médicos que cuidam de si. Tem o direito de pedir outro médico.
4) Conhecer os títulos e profissões do pessoal que cuida de si.
5) Receber todas as informações que necessitar do pessoal profissional apropriado para dar o seu consentimento a quaisquer exames, tratamentos ou operações que lhe sejam propostos.
6) Receber do médico da si encarregado uma informação completa e pormenorizada acera do diagnóstico, tratamento e possiveis efeito prolongados da sua doença.
7) A segunda opinião sobre a sua doença e à opção, se o desejar, de exigir uma consulta com outro médico.
8) Requisitar o serviço de uma enfermeira particular, à sua custa, para completar a assistência à sua pessoa. A enfermeira deve ser reconhecida como tal na Bermuda e qualificada para o serviço a prestar.
9) Ser tratado com consideração e de forma confidencial e respeitosa.
10) Receber os cuidados de melhor qualidade possível, de acordo com os padrões pre-estabelecidos.
11) Ser tratado num edifício limpo e seguro.
12) Recusar tratamento até ao limite permitido pela lei, depois de ter sido informado pelo(s) seu(s) médico(s) sobre os efeitos que tal recusa pode ter para a sua saúde.
13) Receber cuidados de emergência, se os necessitar.
14) Ser tratado com o minimo de limitações e restrições.
15) Tomar parte nas discussões e decisões com os membros da equipa de tratamento sobre a sua condição, a transferência para outros hospitais, alta, e/ou a continuação da assistência requerida após a alta e os meios de a obter.
16) Saber onde está autorizado a fumar.
17) Fazer perguntas sobre os cuidados ou serviços, directamente ao prestador de cuidados ou ao Chefe de Departamento. Se não ficar satisfeito com a sua resposta, pode escrever ou telefonar ao Ombudsman (o funcionário que recebe as queixas e investigador) para o 236-5144 ou 236-2345 Ext. 1425 e receber uma resposta por escrito.
18) Obter do médico de si encarregado informação apropriada sobre o diagnóstico, tratamento e prognóstico, constante da sua ficha clinica existente. Quando isto não for aconselhável do ponto de vista médico, tal informação pode ser fornecida, mediante pedido, à pessoa apropriada responsável pela sua assistência.
B - Obrigações do Doente
1) Dar uma completa e exacta descrição das suas queixas actuais, das doenças passadas, dos hospitais em que esteve, dos remédios e outros assuntos de saúde. Um membro de sua família deve fornecer esta informação se o(a) Senhor(a) estiver incupaz de o fazer.
2) Comporte-se de acordo com o regulamento do hospital.
3) Evite ruidos e damasiadas visitas.
4) Respeite as ordens de “No Smoking” (Não Fumar).
5) Abstenha-se de tomar álcool ou remédios não receitados pelo médico ou não aplicados pelo pessoal do hospital.
6) Se não entender o que deve fazer no tratamento determinado para si, diga isso. Se não puder fazer-se compreender, autorize um membro da sua familia a faza-lo por si.
7) Siga instruções do seu médico e coopere com todo o pessoal do hospital. Faça perguntas se as instruções e/ou o modode proceder não foram claramente entendidos.
8) Informe o mais cedo possível um membro do pessoal de serviço de quaisquer mudanças repentinas na sua saúde.
9) Se é um doente voluntário, aceite toda a responsabilidade, no caso de recusar tratamento ou não seguir as instruções.
10) Respeite a propriedade do hospital e das outras pessoas.
11) Considere os direitos das outras pessoas.
12) Siga o modo de proceder para queixas dos doentes, se tiver queixas a respeito do seu tratamento ou cuidados, i.e., Prestador de Cuidados, Chefe de Departamento, Ombudsman.
13) Cupra os horários e informe o hospital no devido tempo se o não puder fazer.
14) Assine o impresso de alta, se quiser ter alta do hospital contra o conselho do médico. Este processo não tem aplicação se estiver obrigatoriamente detido no hospital por imposição do Mental Health Act, ou se estiver á ordem de qualquer jurisdição legal.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
VITILIGO

O vitiligo atinge de cerca de 5% da população mundial e, em 30% dos casos, há ocorrência familiar. Ele é caracterizado por manchas claras que se localizam nas mãos, pés, face, tronco e genitais, e tendem a se distribuir simetricamente. Cílios, sobrancelhas e pelos pubianos podem ser atingidos.
As regiões despigmentadas não coçam, não ardem, não doem e tampouco são contagiosas. Estas podem, espontaneamente, desaparecer ou permanecer por toda a vida, na ausência de tratamento. Sua evolução é imprevisível e pode ocorrer, de forma simultânea, a regressão de algumas lesões enquanto outras se desenvolvem.
As manchas são consequência da diminuição ou ausência de melanina nestes locais e a causa ainda não é bem conhecida. Entretanto, sabe-se que fatores genéticos, ambientais, emocionais e imunológicos estão fortemente relacionados. Em 70% dos casos, seu surgimento está ligado a traumas emocionais graves.
Muitos dos portadores do vitiligo podem desenvolver problemas emocionais: consequência do preconceito de outras pessoas e de questões relacionadas à autoestima. Este fator pode agravar ainda mais o quadro e, assim, o acompanhamento psicológico pode se fazer necessário.
Recomenda-se o uso de protetor solar adequado, com reaplicação a cada duas horas; meia hora diária de banho de Sol, em horário entre as seis e dez horas da manhã; e hidratação da pele, sem necessidade de cremes ou sabonetes específicos.
Síndrome de Reye

É um distúrbio raro do fígado e do cérebro que ocorre após uma infecção viral geralmente em crianças entre 4 e 12 anos. Foi descrita pela primeira vez em 1929 como doença clínica e patológica. Até hoje a doença não é muito bem entendida. Uns ligam a doença com o uso de aspirina em crianças e outros ligam a doença com o vírus da varicela, toxinas exógenas e defeitos metabólicos intrínsecos nas enzimas do ciclo da uréia.
O primeiro estágio da doença é caracterizado por uma doença viral como infecção respiratória, diarréia ou após varicela. No caso de varicela, a síndrome se manifesta cinco dias após os sinais da doença.
Seus sintomas são: vômitos, náuseas, letargia, delírios, coma, amnésia, respiração acelerada e pode levar à morte.
Para prevenir a síndrome é necessário que não se faça uso de aspirinas e seus derivados em menores de 12 anos.
Qualquer menor que apresentar vômito após um processo infeccioso viral deve-se realizar exames de sangue e biopsia do fígado para confirmar ou não a Síndrome de Reye. Não existe tratamento específico para a síndrome, mas a criança doente deve ser internada numa UTI pediátrica para controlar a evolução da síndrome. O objetivo é evitar a hipoglicemia e a cicatrização do fígado e do cérebro.
Fibrose Cística

A fibrose cística (ou mucoviscidose) é uma doença genética hereditária caracterizada por uma alteração autossômica recessiva, precisamente pela ausência de uma seqüência de três nucleotídeos no cromossomo de número 7 da espécie humana.
Essa deleção é responsável pelo distúrbio da síntese de uma proteína inserida na bicamada lipoprotéica celular, na membrana plasmática, afetando a capacidade no transporte (entrada e saída) de água e sais minerais (íons cloro e sódio) em tecidos orgânicos constituintes das vias respiratórias.
A principal conseqüência dessa patologia está relacionada ao funcionamento metabólico de algumas glândulas (exócrinas) produtoras de mucopolissacarídeo, provocando abundante secreção deste fluido viscoso nas vias aéreas, impedindo ou mesmo dificultando a passagem de ar pelos pulmões.
Em decorrência à obstrução, o organismo passa a reter bactérias e fungos, proporcionando o aparecimento de infecções crônicas no nível do aparelho respiratório, ou generalizadas, difundindo-se para outros órgãos: seja do aparelho digestório (o pâncreas e o fígado) e até mesmo reprodutor.
O tratamento inclui desde a simples reidratação, nutrição adequada com suplementação de enzimas pancreáticas; auxiliando em determinados casos na digestão, reposição de vitaminas, prescrição de antibióticos, exercícios respiratórios fisioterápicos ou drenagens mucolíticas e terapias gênicas com utilização de técnicas que empregam DNA recombinante.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Doença de Parkinson

A doença de Parkinson tem este nome em homenagem a quem a descreveu pela primeira vez, em 1817: o médico inglês James Parkinson. Ela, apesar de sua origem neurológica e característica degenerativa, não afeta a capacidade intelectual. Altera, principalmente, o sistema motor causando tremores que ocorrem na maior parte do tempo em momentos de repouso. Estes se acentuam quando o indivíduo está nervoso e desaparecem durante o sono. Rigidez muscular, diminuição da mobilidade, desequilíbrio, alterações na fala e escrita e acúmulo de saliva nos cantos da boca também podem ser notados.
Os primeiros sintomas podem passar despercebidos no início e incluem: sensação de cansaço, alterações na grafia, isolamento sem motivo claro, dores musculares, piscar de olhos com frequência reduzida, movimentos mais lentos e fala menos articulada. Podem ocorrer leves tremores, geralmente de apenas um lado do corpo, e a face se torna mais rígida.
Sua causa não é bem conhecida, mas sabe-se que pessoas que têm ou tiveram encefalite, hidrocefalia, traumatismos cranianos ou encefálicos ou intoxicação por monóxido de carbono ou manganês são mais predispostos a tê-la.
Ocorre nas mesmas proporções em ambos os sexos, mas geralmente em pessoas com cinquenta anos de idade ou mais: dois a cada cem idosos com mais de 65 anos a possuem. Sabe-se que seus sintomas ocorrem em razão da diminuição da secreção de dopamina, devido à perda de neurônios na área em que ela é produzida.
É uma doença incurável, mas que pode ser tratada e controlada, buscando corrigir a diminuição da dopamina, com seções de fisioterapia associadas. Psicoterapia e fonoaudilogia podem auxiliar no controle dos sintomas. Cirurgias, em alguns casos, podem ser necessárias. Marca-passos cerebrais têm apresentado resultados muito bons.
Depressão, distúrbios do sono e cognitivos, dificuldades urinárias, tonturas, dores musculares, câimbras, intestino preso e osteoporose podem estar associados.
Cálculos Renais

Os cálculos renais, vulgarmente conhecidos por presença de pedras nos rins, atingindo 10% da população, são formados em decorrência a problemas no sistema urinário humano, devido ao aumento de cálcio ou de outros sais (oxalato ou fosfato) na urina por causa de algumas doenças.
Os cálculos pequenos saem naturalmente na urina, mas algumas vezes é necessário removê-los por meio de cirurgias ou quebrá-los com ondas de choque (Litotripsia Extracorpórea), para que assim possam ser eliminados do organismo.
Entre os sintomas, o mais freqüente é a intensa dor aguda provocada no dorso ou no abdômen inferior (sensação de cólica), causada pelo deslocamento do cálculo ao longo do trato urinário (no ureter e na uretra), obstruindo (diminuindo o fluxo urinário) deixando lesões no canal à medida que se move. Pode também causar febre, náusea e apresentar sangramento juntamente à urina.
Além da predisposição genética, a baixa ingestão de água é um fator que pode aumentar a chance de formação de cálculo. Uma vez tido um cálculo, o indivíduo sempre estará propenso à formação de novos.
Apêndicite

O apêndice vermiforme é uma extensão tubular que existe no início do intestino grosso. Tal extensão não possui importância para o organismo humano, pois produz uma pequena quantidade de linfócitos que não interferem no organismo.
A apendicite é resultado da inflamação do apêndice por restos fecais, concentração de bactérias, déficit de oxigênio e outras que ocorrem em indivíduos de aproximadamente 20 a 30 anos. Apesar de ser um órgão sem muita importância, o apêndice quando inflamado pode levar um indivíduo a óbito se não tratado, pois a doença pode provocar a ruptura do órgão fazendo com que a inflamação se alastre sobre o abdômen, causando uma reação corpórea chamada abscesso, um aglomerado de pus que provoca a desintegração e a necrose dos tecidos. Quando a inflamação se espalha, pode haver outra doença chamada peritonite aguda, altamente perigosa e mortal.
A apendicite provoca falta de apetite, dor abdominal que ocorre ao redor do umbigo e no baixo abdômen, febre, náuseas, vômitos, colapso no intestino e apatia. A dor normalmente é insuportável, fazendo com que a pessoa busque auxílio médico no máximo em 48 horas. Este, por sua vez, realiza exames para confirmar o quadro clínico e, se confirmado, prescreve antibióticos para combater a inflamação e ainda encaminha a pessoa para o centro cirúrgico para a retirada do órgão enfermo. A cirurgia para a retirada do apêndice pode ser feita de maneira convencional ou por laparoscopia, procedimento que resulta em menor incisão.
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