quarta-feira, 11 de novembro de 2009

glossite


A glossite é inflamação ou infecção na língua. Glossite faz com que a língua inche e mude de cor. Projeções na superfície da língua chamadas papilas podem ser perdidas, dando aparência lisa à língua.
A glossite geralmente responde bem ao tratamento se a causa da inflamação for eliminada. A glossite pode não apresentar dor, ou causar desconforto na boca e língua. Em alguns casos, glossite pode resultar em emergência médica quando há inchaço severo da língua que bloqueia as passagens aéreas.

As causas e fatores de risco para glossite são:
* Infecção por vírus ou bactéria, incluindo herpes simplex oral.
* Hidratação ruim e pouca saliva na boca, o que pode facilitar a proliferação de bactérias.
* Irritação decorrente de queimadura, ponta afiada de dente ou de próteses dentárias, ou outros traumas.
* Piercing na língua.
* Exposição a irritantes como tabaco, álcool, e alimentos quentes ou apimentados.
* Reação alergia à pasta de dente, enxaguantes bucais, plástico nas dentaduras, ou a certos medicamentos para pressão sanguínea.
* Administração de bloqueadores ganglionares.
* Transtornos como anemia por deficiência de ferro, anemia perniciosa e outras deficiência de vitamina B, líquen plano oral, eritema multiforme, úlcera aftosa, sífilis, etc.

O objetivo do tratamento para glossite é reduzir a inflamação. O tratamento geralmente não requer hospitalização a menos que o inchaço da língua seja severo. Boa higiene oral é necessária. Corticosteróides podem ser dados para reduzir a inflamação. Para casos moderados, aplicações tópicas podem ser recomendadas para evitar os efeitos colaterais dos corticosteróides injetados ou ingeridos. Medicamentos anti-fungos ou antibióticos podem ser prescrevidos se a causa da glossite for infecção. Anemia e deficiência nutricionais devem ser tratadas, geralmente por mudanças na alimentação ou suplementos alimentares. Deve-se também evitar tabaco, álcool e alimentos quentes ou apimentados para minimizar o desconforto.

Gastrite

A gastrite é uma doença inflamatória que se caracteriza por acometimento da camada de tecido mais superficial que reveste o estômago, chamada de mucosa gástrica. Essa inflamação desenvolve-se como uma resposta normal do organismo quando ocorre uma agressão à sua integridade. Entretanto, essa resposta normal pode levar ao desenvolvimento de sinais e sintomas característicos dessa doença. A agressão que desencadeia o processo pode ser aguda ou crônica e, de acordo com seus tipos, podemos classificar as diversas formas de gastrite."
A gastrite pode ser causada por diversos fatores diferentes.

• Helicobacter pylori: essa bactéria tem a capacidade de viver dentro da camada de muco protetor do estômago.
. Aspirina: o uso de aspirina e de outros antiinflamatórios não-esteróides podem causar gastrite porque levam à redução da proteção gástrica.
. Álcool: pode levar à inflamação e dano gástrico quando consumido em grandes quantidades e por longos períodos.
. Gastrite auto-imune: em situações normais, o nosso organismo produz anticorpos para combater fatores agressores externos.
. Outras infecções: a gastrite infecciosa pode ser causada por outras bactérias que não o H. pylori, como por exemplo a bactéria da tuberculose e a da sífilis; pode também ser causada por vírus, fungos e outros parasitas.

Algumas orientações

• Comer em pequenas quantidades e várias vezes ao dia, evitando ficar sem alimentação por mais de 3 horas seguidas.
• Alimentar-se com calma, mastigando bem os alimentos, o que facilita o esvaziamento gástrico e a digestão.
• Evitar os famosos "fast-foods".
• Consumir bebidas alcoólicas com moderação, se possível evitar o consumo.
• Não há motivo para restrição dietética, mas se possível devem-se evitar ou reduzir a ingestão de alimentos muito gordurosos, frituras, doces concentrados, comidas muito condimentadas. Preferir refeições mais leves, de mais fácil digestão.
• O consumo de café e outras bebidas que contém cafeína não é contra-indicado se o paciente tolera bem essas bebidas.
• Outra questão importante é o cuidado com a higiene pessoal e dos alimentos, para reduzir a transmissão de agentes infecciosos.

ESTOMATITE

É uma ferida na mucosa bucal, é uma ferida considerada limpa, pois não é provocada por microorganismo algum, como bactéria ou fungo. Caracteriza-se como áreas de erosão (com rompimento do tecido epitelial e exposição do tecido conjuntivo) em qualquer local da cavidade bucal. Geralmente ocasiona reação inflamatória de intensidade leve ou moderada associada à dor, por expôr o tecido conjuntivo (e suas terminações nervosas) em contato direto com o meio bucal.
Os sintomas são: Inflamações com bolhas. Se uma bolha se romper, sai um pouco de líquido e forma uma chaga com crosta, que ocasiona dor e algum desconforto.
Tratamento: Enxaguar a boca com extrato de Aloe Vera varias vezes ao dia, ou então usar pomada para os lábios com Aloe Vera e Jojoba; aplicação de extrato de própolis com um cotonete ou bochechar própolis levemente diluido em água também produz excelente resultado.
Não se conhece com precisão a origem das úlceras orais. Podem ser provocadas por lesões, infecções, stress, certos alimentos, prédisposição genética e mudanças hormonais nas mulheres, mas, em sua maioria, são processos que não requerem nenhum tipo de estudo complementar.

Gengivite


A gengivite é uma inflamação da gengiva que pode progredir e atingir o osso alveolar. É este que envolve e segura os dentes. É causada pela placa bacteriana ou biofilme dental, uma película incolor e pegajosa que se forma continuamente nos dentes. Se não for removida diariamente por meio da escovação e do uso do fio dental, a placa bacteriana pode se formar e as bactérias nela contidas poderão infeccionar não apenas a gengiva e a região ao redor dos dentes, mas acabarão por atingir o tecido abaixo da gengiva e o osso que suporta os dentes. Isto pode fazer com que os dentes fiquem abalados, caiam ou tenham que ser removidos pelo dentista.
gengivite pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum entre os adultos. Se for detectada no seu estágio inicial, a gengivite pode ser revertida - portanto, visite seu dentista se notar qualquer um dos seguintes sintomas:
Gengivas vermelhas, intumescidas ou inchadas, ou flácidas.
Gengivas que sangram durante a escovação ou o uso do fio dental.
Dentes que parecem mais longos devido à retração da gengiva.
Gengivas que se separam ou se afastam dos dentes, criando uma bolsa.
Mudanças na forma como seus dentes se encaixam quando você morde.
Secreção de pus ao redor dos dentes e na bolsa gengival.
Mau hálito constante ou gosto ruim na boca.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

PLEURA


A pleura é uma fina capa membranosa formada por dois folhetos:
Pleura parietal que recobre internamente a parede costal da cavidade, sendo subdividida em quatro partes:
A pleura costal que cobre as faces internas da parede torácica.
A pleura mediastinal que cobre as faces laterais do mediastino.
A pleura diafragmática que cobre a face superior do diafragma.
A cúpula pleural que recobre a o ápice pulmonar.
Pleura visceral que recobre os pulmões.
A pleura é, portanto, uma membrana envoltória intra-torácica, em cujo interior há um espaço laminar (espaço pleural), também denominado de cavidade pleural.

Patologias

Esse espaço poderá ser ocupado em situações patológicas (doenças) com a formação de coleções de:
gases ou ar (pneumotórax)
líquido (derrame pleural, empiema pleural, hemotórax, quilotórax)
As doenças que acometem as pleuras podem provocar sequelas com aderências pleurais e espessamento pleural (pleuris) com encarceramento pulmonar, como por exemplo, o que ocorre no empiema pleural e na tuberculose pleural.

Tratamento

Apesar de essas coleções sempre constituírem uma condição anormal que dificultam a ventilação pulmonar, a conduta no tratamento poderá ser conservadora nos pequenos pneumotórax espontâneos, nos pacientes sem respiração mecânica e nas pequenas coleções líquidas não sépticas e cujo diagnóstico seja conhecido.
Nas demais situações, impõe-se o tratamento cirúrgico com:
toracocentese ou punção pleural
drenagem pleural
A toracocentese e a drenagem pleural são, portanto procedimentos cirúrgicos com finalidade diagnóstica e terapêutica nas doenças da cavidade pleural.

FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO DAS FERIDAS


Vários processos celulares contínuos contribuem para a restauração da ferida: regeneração celular, proliferação celular e produção de colágeno. A resposta do tecido às lesões passa por três estágios parcialmente sobrepostos:

fase inflamatória ou exsudativa;
fase proliferativa ou regenerativa;
fase reparativa ou de maturação.
I) FASE INFLAMATÓRIA OU EXSUDATIVA
Dura cerca de 72 horas e corresponde à ativação do sistema de coagulação sangüínea e à liberação de vários mediadores, tais como fator de ativação de plaquetas, fator de crescimento, serotonina, adrenalina e fatores do complemento entre outros. Nesta fase a ferida pode apresentar edema, vermelhidão e dor.

II) FASE PROLIFERATIVA OU REGENERATIVA

Pode durar de 1 a 14 dias e se caracteriza pela formação do tecido de granulação. Nesta fase o colágeno é o principal componente do tecido conjuntivo reposto, por isso a vitamina C auxilia muito nesse processo metabólico da cicatrização da ferida.

III) FASE REPARATIVA OU DE MATURAÇÃO

Durante esta última fase da cicatrização a densidade celular e a vascularização da ferida diminuem, enquanto há maturação das fibras colágenas. Nesta fase ocorre uma remodelação do tecido cicatricial formado na fase anterior. O alinhamento das fibras é reorganizado a fim de aumentar a resistência do tecido e diminuir a espessura da cicatriz, reduzindo a deformidade. Esta fase tem início no terceiro dia e pode durar até seis meses.

ASMA


O que é?

A asma brônquica é uma doença pulmonar freqüente e que está aumentando em todo o mundo.

Esta doença se caracteriza pela inflamação crônica das vias aéreas, o que determina o seu estreitamento, causando dificuldade respiratória.

Este estreitamento é reversível e pode ocorrer em decorrência da exposição a diferentes fatores desencadeantes ("gatilhos"). Esta obstrução à passagem de ar pode ser revertida espontaneamente ou com uso de medicações.

As vias aéreas são tubos que dão passagem ao ar. Elas iniciam no nariz, continuam como nasofaringe e laringe (cordas vocais) e, no pescoço, tornam-se um tubo largo e único chamado traquéia.

Já no tórax, a traquéia divide-se em dois tubos (brônquios), direito e esquerdo, levando o ar para os respectivos pulmões.

Dentro dos pulmões, os brônquios vão se ramificando e tornam-se cada vez menores, espalhando o ar.


O que se sente?

Caracteristicamente, nesta doença os sintomas aparecem de forma cíclica, com períodos de piora. Dentre os sinais e sintomas principais, estão:

*tosse - que pode ou não estar acompanhada de alguma expectoração (catarro).
*falta de ar
*chiado no peito (sibilância)
*dor ou "aperto" no peito
Os sintomas podem aparecer a qualquer momento do dia, mas tendem a predominar pela manhã ou à noite.

A asma é a principal causa de tosse crônica em crianças e está entre as principais causas de tosse crônica em adultos.